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Por volta de 1857, grande parte da área hoje ocupada por Higienopólis, pertencia a Joaquim Floriano Wanderley que mantinha no lugar uma fábrica e uma plantação de chá. Anos depois, ele trocou de ramo, passando a explorar uma olaria.

Passeio arquitetônico


Rua Maranhão (1911)

Podia-se ver do belvedere os operários da "The City of S. Paulo Improvements Cy" em trabalho de terraplenagem e construção do Vale do Pacaembu. Em 1915, a vista oferecida pelo belvedere coroava o passeio dos excursionistas que aos magotes atravessavam Higienópolis para apreciar suas ricas vivendas, todas elas rodeadas de lindos jardins, "formando um conjunto delicioso e ininterrupto do mais variado gosto artístico", segundo uma descrição da época.

Aquele jovem, aristocrático e elegante bairro nascera em terras ainda há pouco chamadas de Pacaembu de Cima. Num passado mais remoto, o Pacaembu de Cima fizera parte de um território muito maior, uma semaria, todo ele conhecido como Pacaembu, por causa de um ribeirão que o atravessava. A sesmaria do Pacaembu pertencera aos padres jesuítas.Com a expulsão destes, ocorreu o desdobramento e além do Pacaembu de Cima, surgira o Pacaembu de Baixo, àquela altura já transformado no bairro das Perdizes e o Pacaembu do Meio, onde na ocasião se desenrolavam as obras do atual bairro do Pacaembu.

Higienópolis, nome inspirado pela propriedades climáticas do lugar, surgira a partir de 1893, quando o Barão do Ramalho e os herdeiros de Joaquim Floriano Wanderley, proprietários no Pacaembu de Cima, venderam algumas glebas para um futuro loteamento.


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