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Hotéis em taipa


Antigo 4 Cantos, (esquinas da rua São Bento e Direita) assinalada a casa do Barão de Iguape, um dos sobrados em que funcionou o Hotel de France. No lugar hoje está o prédio do Unibanco

Havia dois enormes casarões de taipa na rua Direita, esquina com a rua São Bento. Onde hoje está o prédio do Unibanco, ficava a construção conhecida como a "casa do Barão de Iguape", demolida no começo do século XX para abrir espaço a um outro prédio, demolido por sua vez em 1956, quando se iniciou a construção do atual edifício. Do outro lado da rua, erguia-se o solar do Brigadeiro Jordão. Ambos os casarões passaram suas últimas décadas servindo como hotel.

4 Nações

Os dois casarões eram enorme com muito quartos e janelas. O primeiro a converter-se em hotel foi o solar do Brigadeiro Jordão. Alugou-o em 1854, um francês para nele fundar o Hotel 4 Nações. Entraria para a crônica boêmia paulistana o 4 Nações. Foi palco de memoráveis e alegres banquetes no qual tomavam parte os jovens acadêmicos do Largo São Francisco e mulheres não consideradas de famílias. Os bailes carnavalescos da cidade nasceram no 4 Nações.

Itália

Entretanto, não prosperou muito o 4 Nações. Em 1857, cedeu seu espaço para um estabelecimento congênere, o Hotel Itália, do sr. José Maragliano. Após a morte do sr. Maragliano, tocou a casa sua viúva, dona Maria.

França

E a França desalojou a Itália. Por volta de 1875, o sr. Louis Fretin alugou o solar do Brigadeiro para montar o Grand Hotel de France. Com o falecimento do sr. Louis, assumiu a direção da casa d.Amelie, sua viúva. A família Fretin fundaria mais tarde a Casa Fretin, funcionando até hoje bem próximo de onde existiu o Hotel de France.

Lebéis

Com o nome aportuguesado, o Hotel de França estendeu-se para o outro lado da rua, invadindo a casa do Barão de Iguape. Tomou também outros sobrados vizinhos. Da viúva Fretin passou para as mãos de Guilherme Lebéis, ex-hoteleiro na cidade de São Carlos e ancestral do poeta Paulo Bomfim. Lebéis entrou em concordata, afastou-se do hotel e para ele voltou depois. A história do hotel terminou quando o Conde Lara comprou o solar do Brigadeiro Jordão, demoliu-o e, no seu lugar, construiu um novo prédio o que, não é preciso dizer, também já não mais existe.


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