Rosário

"Extraído do livro A Cidade de São Paulo em 1900,
de Alfredo Moreira Pinto"

Foi começada com o capital de 10.000 cruzados granjeados pôr esmolas pedidas nas Minas Gerais pelo ermitão Domingos de Melo Tavares, o qual foi nomeado perpétuo administrador das obras da egreja pôr provisão do bispo D. Fr. Antônio de Guadalupe datada de 5 de novembro de 1745.

Igreja do Rosário, 1903

Cerca de 10 anos antes já existia uma pequena e pobre capela, sustentada pelo devotos e nela foi criada a irmandade de N. Sª. do Rosário dos homens pretos.
Fica situada no largo do seu nome, formando um ângulo. A frente fica voltada para a rua Quinze de Novembro. Tem quatro janelas, uma torre do lado esquerdo, abaixo da qual há uma janela, e duas portas.
Na face voltada para o largo do Rosário há uma porta, que dá entrada para a sacristia, e acima dela uma janela.
O seu interior é feio e muito enegrecido.
Tem a capela-mor com seis tribunas e um altar com um painel de N. Sª. do Rosário e aos lados S. Roque e Santo Antônio.
No corpo da egreja há quatro tribunas, dois púlpitos e dois altares :em um ficam o Bom Jesus da Prisão, Santa Efigênia e Santo Elesbão; em outro o Sagrado Coração de Jesus.
À esquerda da egreja fica a capela do Bom Jesus da Pedra Fria e à direita a sacristia com um altar de N. S. das Dores.

Nota: A igreja do Rosário foi demolida em 1903, para ser reconstruída no Largo Paissandu. O largo do Rosário é hoje a praça Antonio Prado.


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