Instrução feminina

Antes da proclamação da Independência, mulheres eram vetadas nas escolas públicas. Durante muito tempo, ao nomear-se um tutor em juízo, comprometia-se ele a "ensinar os machos a ler, a escrever e a contar, e as fêmeas a coser, lavar e fazer rendas e mais misteres que as mulheres pôr suas mãos usam".
Após algumas iniciativas, a 28 de abril de 1828, foi assinada a provisão que dava a dona Benedita da Trindade do Lado de Cristo um diploma de nomeação de mestre de meninas, com o salário de 480$000 anuais. Entretanto, só a 4 de julho de 1847,criou-se, em Atibaia, a primeira escola pública feminina, sob a direção da sra. Guilhermina de Toledo Ordonhes.
Aberta em 1823, a Faculdade de Direito do largo de São Francisco, só admitiu sua primeira aluna, cinqüenta e quatro anos depois. Foi ela Maria Augusta Saraiva, irmã do Ministro Canuto Saraiva, do Supremo Tribunal Federal. Diplomada em 1901,assim a primeira mulher paulista a ter um título universitário, Maria Augusta nunca exerceu a profissão.


SÃO PAULO ANTIGO
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