![]() O Anchieta, em fase final,
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IpirangaAnchieta — Rua Silva Bueno,2404. No dia 7 de outubro de 1982, um domingo, o Cine Anchieta realizou a sua última sessão. Fechava também o último cinema do Ipiranga.O cinema, de 1750 poltronas, pertencia à Empresa Cine Santo André, fundado em 41, por Raphael Cilento. Nos seus últimos tempos, o0 Anchieta sobreviveu precariamente com a exibição de filmes eróticos,nas só lotava na Semana Santa, quando projetava "A Paixão de Cristo", produção de 1914, mudo. Esta apresentação tornou-se uma tradição no Ipiranga. Barracão — Endereço não identificado. Citado também em testemunhos orais para o livro acima citado. Brasil — Rua Tabor, 78 (antigo), próximo à esquina com a rua Agostinho Gomes. Dona Anunciata montou seu cineminha nos meados da década de 20 e pôs-lhe o nome de Brasil. O Ipiranga, porém, ficou conhecendo sua sala pelo nome de "cinema de dona Anunciata". Os depoimentos recolhidos por Máximo Barro dão conta que o Brasil só conseguiu manter-se em pé durante a sua curta vida por causa da sua atividade complementar, os bailes. No cinema de dona Anunciata funcionou por algum tempo também a sede do Clube Atlético Ipiranga, glória passada do bairro. Ipiranga — Rua dos Ituanos, 33 (antigo) quase no final da rua. Primeiro cinema do bairro com registro escrito. Aparece no Almanaque do jornal O Estado de S.Paulo para 1916. Pode ser o mesmo Cine Parque Ipiranga montado pela Companhia Antarctica em 1913, segundo relatos orais obtidos por Máximo de Barro para o seu livro sobre o Ipiranga que ganhou o segundo prêmio do X Concurso de Monografias sobre a história de São Paulo, promovido pela Prefeitura Municipal. Ipiranga Palace — Rua Tabor, 365. Os depoimentos obtidos por Máximo Barro revelam que já funcionaria precariamente antes dos anos 30, mas só começou a ter existência regular mais tarde quando o aumento da população do bairro possibilitou-lhe maior público. Administrado pelo Instituto Theodore Ratisbone dos Padres de Sion viveu até o começo a década de 60. Na segunda metade da década de 50 passou ao controle da Eldorado-Empresas de Cinema que ali instalou a sua sede. Oxigenizado, o Ipiranga Palace mudou ligeiramente seu nome para Ipiranga Palácio. Paroquial — Rua Brigadeiro Jordão, 598 e depois rua Agostinho Gomes, 1941. Também da Congregação dos Padres de Sion e administrado pelo Instituto Theodore Ratisbone. Sua trajetória assemelha-se à do Ipiranga Palace. Teria começado a funcionar precariamente e só se firmou quando a população do bairro aumentou, com o conseqüente aumento da demanda do público. Depois de vários anos na rua Brigadeiro Jordão, seu endereço de origem mudou-se na década de 60 para junto da Paróquia de São José, onde não resistiu muito tempo. Pedro I — Silva Bueno,1543. Fundado na década de 40 por Vitória Agras e Azis Agras. Bem maior do que os seus antecessores tornou-se popular no bairro e na cidade chegando ao começo da década de 60. Sammarone — Rua Silva Bueno, 2591. Com 2452 lugares, nasceu em 1947. Dispunha também de uma ampla sala. Herdou seu nome da família que o fundou, tradicional no bairro e proprietária de vários imóveis em suas redondezas. Soberano — R.Vergueiro, 2855. No local , d. Maria Cantarela dispunha de alguns imóveis. Foi com o sacrifício deles que na década 50 o bairro ganhou mais um cinema. Maracanã — Rua Salvador Simões, 436. Inaugurado a 10 de setembro de 1952, com o filme "Uma Aventura na África", estrelado por Humphey Bogart e Katherine Hepburn. O projecionista do filme foi Mário Guimarães que tembém projetou o último filme do CIne Anchieta em 82. O Maracanã, porém, não chegou à década de 70. não conseguiu chegar os anos 70. Hoje em seu lugar fica a firma CAQ-Casa de Química. O bairro do Ipiranga teve ainda mais três cinemas que nasceram na década de 40 e não atingiram a década de 70: Max, São Francisco e Cristal
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