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Tintura cosmopolita. Mas arrabalde
Pinheiros recebe em 1928 a Cooperativa Agrícola de Cotia — CAC e junto com ela
uma nova onda imigratória que virá rapidamente aumentar sua população.
Congregando agricultores japoneses de localidades vizinhas, a CAC torna-se
responsável pela instalação da maior comunidade estrangeira do bairro, depois
da italiana.
Com a CAC, vieram não só um impulso para a população e para a
vida comercial do bairro, mas também algumas novas características como os
estabelecimentos comerciais voltados para a comunidade japonesa e muitas vezes
anunciados em caracteres orientais. Todavia, essas tinturas cosmopolitas não
conseguiam disfarçar o ar de arrabalde que Pinheiros conserva na década de 30.
Seu isolamento persistia. Embora totalmente arruado, Cerqueira César não
passava de um grupo de casas esparsas, com grandes vazios entre si. E os
trechos, há não muito tempo aterrados na parte mais baixo da Teodoro Sampaio,
permaneciam como que assustando as construções, principalmente entre as ruas
Fradique Coutinho e Pinheiros. Mesmo assim, Pinheiros entrava em novo ritmo de
crescimento.
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