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Jules Martin
Enquanto sonhava construir o Viaduto do Chá, o francês Jules Martin fazia caricaturas maldosas do Barão de Tatuí e sua mulher. O casal não queria, porque não queria, ceder a pressão para a desapropriação de sua casa, no extremo da rua Direita, cuja demolição era necessária para a feitura da obra.
Para ir de um lado a outro da cidade — do centro velho ao nascente centro novo — os paulistanos tinham que dar uma sacrificada volta, no meio de lamaçal e matagal. Com o fito de amenizar a travessia, Martin idealizou o Viaduto do Chá.
Conseguida a concessão para a feitura da obra, Jules Martin teve que enfrentar a turrice do casal. E, como uma das suas armas, nessa briga usou os seus talentos plásticos.
Cartógrafo, desenhista, litógrafo, construtor, Martin abrira a primeira oficina litográfica da Provincial de São Paulo, chamada de Litografia Imperial, depois de uma visita feita por D.Pedro II. Antes ele vivera em Sorocaba que também conheceu seu espírito pioneiro.
Martin nasceu na França a 22 de fevereiro de 1832 e morreu em São Paulo, a 18 de setembro de 1906. Entre os seus muitos outros trabalhos, constam vários mapas, entre os quais um da cidade de São Paulo. Seu sonho de construir o viaduto, porém, foi realizado por outros.
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