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Que jóia

Na primeira metade do século XIX, um viajante alemão Daniel P. Kidder registrou o uso generalizado de jóias entre as mulheres paulistas, e não apenas por parte das mais abastadas. "Às vezes o ouro e pedraria comprados para refulgirem nos salões são vistos cintilando pelas ruas na pela negra das domésticas".

Fascínio

Tal fascínio certamente logo gerou um comércio para atendê-lo. No Almanack da Província de São Paulo de 1857 aparecem dez casas de jóias, sem relacionar as relojoarias que mantiveram sempre uma inseparável atividade com primeiras. Dez casas de jóias representam um número significativo para uma população de pouco mais de vinte mil habitantes, da qual a maioria era de escravos.

Viúva

Das dez joalherias de 1857, uma pertencia ao sr. Luis Suplicy. Quase trinta anos depois, a sua viúva continua a manter impávida o negócio. A viúva Suplicy tinha sua loja na rua da Imperatriz (rua XV de Novembro atual) onde até o final do século XIV havia uma concentração de casas de jóias. Por essa época,porém,a rua São Bento começa a acolher comerciantes que se tornarão tradicionais na atividade.

Birle

Na rua de S.Bento, o alemão Birle montou uma tradicional joelheria do passado, a Casa Birle, grande e vistosa. Um sortimento de porcelana fina complementava a grande quantidade de pedras preciosas e ítens para presentes. A freguesia da Casa Birle era da melhor sociedade.

Sois noivo?

Fundada em 1894, a Joelheria Adamo, também na rua S. Bento, durou bem mais do que a Birle. Um pouco mais adiante da Adamo que ficava no número 227, instalou-se a Casa Novelys, sua concorrente, embora um pouco mais popular. Popular, porém, no ramo de jóias foi mesmo a Casa Masetti cujo slogan atravessou décadas "Sois noivo, quereis a felicidade?"



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