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Know-how importado

Ainda não começara o fenômeno da imigração. No comércio, entretanto, alguns franceses já começaram a aparecer antes mesmo da independência do Brasil. O comércio paulistano deve grande parte de sua história aos franceses e outros estrangeiros que aportaram na cidade.

Mais mulheres

Entre os franceses, curiosamente, emigravam mais mulheres do que homens. Costureiras e chapeleiras francesas chegavam à cidade, demonstravam habilidades e não tardavam a transformar seus ateliês em lojinhas. Sofriam a concorrência de patrícias que já vinham direto para montar lojas.

Embrião

Uma lojinha de modas foi o embrião da veterana Casa Fretin. A dona daquela lojinha de moda, uma viúva que emigrara sozinho com seu filho, tornou-se mais tarde dona do famoso Hotel de France, outrora existente na rua Direita, bem pertinho da atual Casa Fretin.

Maré

Nos primeiros 300 anos de S.Paulo, as lojas vendiam de comida a roupas e não se identificavam nas fachadas. Os franceses especializaram em lojas de roupas, batizando-as com nomes franceses. Proliferaram lojas com nomes franceses na fachada. Algumas, porém, eram de brasileiros que queriam aproveitar a maré.

Portugueses

Em tempos mais remotos, os portugueses dominaram quase completamente as lojas da cidade. Quando o comércio se requintou o domínio dos portugueses diminuiu. Contudo, os portugueses, muitos enriquecidos no ramo de importação, continuaram a prestigiar o comércio.

Contribuições

Sírios-libaneses imigram, mascateiam, obtém capital para uma lojinha e logo mandam buscar a família. Alguns alemães, já nos meados do século XIX, destacaram-se como pioneiros ou animadores de certos ramos do comércio. Um deles, especialmente foi Theodor Wille, fundador de uma casa com seu nome, no largo do Ouvidor, esquina com José Bonifácio.De italianos, eram os dois únicos armarinhos da cidade, em torno de 1868: Armarinho Acadêmico de Domingos Odoardo e Armarinho Brasileiro de Justi, ambos na rua do Comércio (Álvares de Azevedo). Outro italiano, Lourenço Gneco, tinha a Loja do Pombo, na rua da Imperatriz (Quinze de Novembro). Os italianos, todavia, só depois de sua imigração em massa decidiram entrar a valer para o comércio.



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