Largo da Concórdia

Um enorme parreiral florescia até quase o final do século XIX, na Rangel Pestana, à altura do atual largo da Concórdia. Era a chácara Quinta da Vinha, do cel, Inácio José de Araújo, morador na esquina daquela avenida com a rua Joaquim Nabuco. Em 1873, a Quinta da Vinha produziu sessenta pipas de vinho vendidas a 180$000 cada.
Já homem de muitas posses, o coronel Inácio José de Araújo aumentou ainda mais a sua fortuna ao casar-se com d. Inácia Joaquina dos Santos, irmã do Cadete Santos (que a posteridade conheceria como o Barão de Itapetininga), considerado o homem mais rico de sua época.
Não é de se estranhar, portanto, o prestígio do cel. Inácio, que ocupou vários cargos públicos. Formado em direito e falecido em.1890, aos 81 anos, ele gostava também de ser chamado de bacharel Inácio. O peso de sua influência pode ser aquilatado, quando, a partir de 1860, os processos de desapropriações para as vias férreas, atingiram suas propriedades no atual Largo da Concórdia. Embora acabasse vencido, o coronel conseguiu mobilizar várias autoridades políticas contra a Câmara Municipal. Porisso, o largo da Concórdia, foi chamado também de largo da "discórdia". A denominação oficial vingou em 1865, substituindo o antigo nome de Largo do Brás.


BRAS - BAIRROS

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