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Largo de Santa Cecília
Adiante do Tanque do Arouche, junto ao Tanquinho do Teobaldo, um pequeno campo assinalava a Estrada de Campinas. Ali, em 1861, um grupo de moradores da região erigiu uma capela sob a invocação de Santa Cecília. Logo, o pequeno campo começou a ser chamado de largo de Santa Cecília.
Doze anos depois, a Chácara do Palmeiras, que se localizava nas imediações foi loteada e, em suas terras, abriram-se várias ruas. Começava o desenvolvimento de um novo bairro ,também já batizado de Santa Cecília.
Em 1882, na Câmara Municipal leu-se um documento em que "82 moradores de S.Cecília pedem a construção de um chafariz no largo daquele nome a fim de serem servidos por água da Cantareira". Os vereadores atenderam o pedido, mandando instalar no lugar o histórico chafariz do largo da Misericórdia, que lá ficou até 1903.
Então, já há dois anos, a nova igreja de Santa Cecília substituíra a primitiva e humilde capelinha. Na mesma época, chegara também ao largo, o bonde elétrico.
Nos meados da década de 40 do século passado, a Casa Clipper, que se tornara famosa no começo da avenida Brigadeiro Luís Antonio, mudou-se para o prédio hoje ocupado por uma faculdade, na esquina do largo de S. Cecília com a rua Sebastião Pereira. A Clipper era uma loja de departamentos, rival, talvez menor, de três outros estabelecimentos paulistanos congêneres: Mappin (pça Ramos de Azevedo), Mesbla (rua D. José de Barros) e Sears (praça Osvaldo Cruz, onde hoje é o Shopping Paulista).
Célebre ficou a boate que funcionava junto à Loja Clipper. Nela, o maestro Sílvio Mazzucca, destinado a tornar-se também célebre, criou a sua primeira orquestra.
Em 1983, após mais de duas décadas da retirada do bonde elétrico, o metrô fincou uma estação no largo Santa Cecília.
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