As Centrais Sindicais, pouco têm feito em favor da luta dos aposentados e pensionistas, se levarmos em conta as condições da infra-estrutura que dispõem e, principalmente, a amplitude da luta que os aposentados abraçaram, em defesa do sistema previdenciário como um todo, e não somente na defesa da melhoria de suas aposentadorias e pensões. Toda a luta dos aposentados tem representado uma melhoria no atendimento do sistema previdenciário, que significa melhor garantia para os atuais trabalhadores e futuros aposentados. Uma longa batalha foi travada pelo movimento dos aposentados durante os debates da elaboração da atual Constituição nos Capítulos da Seguridade Social e também na elaboração das Leis de Benefícios do Custeio, onde a COPAB apresentou seu próprio Projeto, com grande mobilização a nível nacional, que recolheu mais de 850.000(oitocentos e cinqüenta mil) assinaturas em abaixos-assinados (Doc.no.2). Por essa ocasião, conseguiu-se uma reunião das Centrais, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT(Central Geral dos Trabalhadores, na sede da CUT, em Brasília, onde elaboraram o documento que contou com o apoio da outra CGT(Confederação Geral dos Trabalhadores) e fórum Nacional Contra a Recessão e Fome (Doc.no.3). O movimento continuou sempre mobilizado para a aplicação dessa legislação. Não contamos, até hoje, com movimentos específicos, ou manifestações específicas dos trabalhadores em atividade, contra a corrupção, a sonegação, desvio de verbas da Previdência Social e achatamento dos valores dos benefícios que não são somente de interesses dos atuais aposentados e pensionistas. A presença de algumas Centrais tem se dado, vez ou outra, só com o aparecimento de seus carros de som, nas grandes passeatas promovidas pelo movimento dos aposentados em todo o território nacional, com alguns entreveros com a polícia, como ocorreu com a 1ªmarcha pela via Dutra (em fevereiro de 1991,durante a semana de luta do Dia Nacional do Aposentado, durante a luta pelos 147% em Santa Catarina, quando a polícia investiu contra a manifestação pacífica que realizaram, chegando a golpear de maneira brutal um companheiro. Na maior parte dessas oportunidades, as Centrais aproveitaram para divulgarem suas bandeiras de lutas, mas a divulgação pelas ruas e cidades do país, as grandes passeadas foram organizadas e executadas unicamente pelo movimento dos aposentados. Ás vezes, até atrapalharam, como no caso da chamada "Força Sindical" ,através do seu presidente, cujas posições são favoráveis às posturas do Governo, por várias vezes foram manifestadas, como na discussão e elaboração das Leis de Custeio e de Benefício da Seguridade Social; na Política de privatização do atual governo, inclusive da Previdência Social e em outras situações, como na luta pela incorporação dos abonos aos benefícios previdenciários da política salarial, dados somente aos trabalhadores da ativa. Essa conquista teve como participação efetiva os valorosos companheiros de Franca, liderados na época pelas companheiras, Conceição e Cida. As várias tentativas do presidente da "Força Sindical" Luís Medeiros, de enganar a opinião pública, por ter à sua disposição os veículos de comunicação, principalmente os ligados ao governo como a Globo, procurando sempre se beneficiar com as lutas e sacrifícios desses trabalhadores que após 30, 40 ou mais anos e trabalho, ainda dão demonstração de sua vitalidade é uma prova e traição e os aposentados não aceitam a pecha de "inativos" e servir de rechaça de manobra. Hoje, em gozo de direito de sua aposentadoria, continuam a luta em defesa de seus direitos e da soberania nacional. Comprovamos com documento a luta pelo abono e a entrevista na Hora do Povo, sobre a posição da Força Sindical. Não poderia deixar de registrar a honestidade ao grande dirigente da CUT de Minas gerais, o companheiro José Prata de Araújo na sua análise da participação da CUT, em nosso movimento, narrada em seu livro "A Luta que Comove o Brasil". Estive no seu lançamento em Belo Horizonte, junto às lideranças do movimento dos aposentados do Estado de Minas Gerais, cuja consciência político-operária narra em seu livro, uma posição em relação a CUT e enter outros no episódio da formação dos Conselhos de Seguridade e da Previdência Social: "Um fato profundamente negativo no relacionamento da CUT com o movimento dos aposentados foi no tocante à composição dos Conselhos de Previdência Social. Num acordo, "por cima", com o ex-ministro Magri, a corrente majoritária da CUT(a Articulação Sindical) INDICOU CINCO NOMES para os Conselhos da Previdência e Seguridade Social e Cadastro Nacional do Trabalho. E o mais grave:
Entre os nomes indicados, dois são aposentados e foram colocados no lugar do nomes vetados pelo ex-ministro Magri, que representavam a COBAP-Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas.
Osvaldo Lourenço e Antonio Galdino para o conselho nacional da seguridade social ; Osvaldo Veloso , Wademir Jorge Shinor , Astério Caetano Costa e Fausto Drumont presidente de fap/ MG para o conselho nacional da previdência social . "De um ponto de vista democrático-popular, a democracia das instituições estatais deve se dar no fortalecimento da sociedade civil e de suas instâncias representativas, não se confundindo, portanto, com uma ocupação de cargos "por cima", sem um controle efetivo e democrático dos setores interessados". " O melhor que a CUT tem a fazer é se retirar dos Conselhos da Previdência e Seguridade, abrindo espaço para que sejam recompostas em novas bases, sem explosão e sem vetos às entidades representativas da Sociedade civil".
A honestidade, a posição dos dirigentes da CUT mineira, não diminui a Central, pelo contrário, valoriza-se quando ditas por um dirigente que tem a dignidade de reprovar posições erradas.
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