Aos saudosos companheiros, lutadores em prol das reivindicações operárias, quando em atividade no serviço, como também nas lutas de reivindicações de trabalhadores, aposentados e pensionistas.
MIGUEL GUINLHEN e ALBERTINO JOSÉ DA COSTA FILHO. Guinlhen, um dos fundadores ex-dirigente dos Sindicatos dos Metalúrgicos de Santo André-São Paulo-Brasil, participante ativo das lutas sindicais e políticas das décadas de 50-60, no período da ditadura, perseguido e preso por participar das lutas dos trabalhadores contra o golpe militar de 1964. Aposentado, com mais de 50 anos de vida sindical, foi um dos organizadores e fundadores da Associação dos Aposentados Metalúrgicos de Santo André, em 12/12/1976, ajudou a criar outras associações no interior de S.Paulo, a partir principalmente dos anos 80, e organizou o Conselho das Associações de Aposentados e Pensionistas da Região do Grande ABC, quando junto estivemos, ele como presidente desse conselho e da Associação dos Metalúrgicos, e eu, como um dos dirigentes da União dos Aposentados do Brasil/Núcleo de Santo André- e depois dirigente da Federação de Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo. No dia 15 de setembro de 1988, quando pela manhã realizávamos uma das reuniões semanais no Sindicato do Metalúrgicos, sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer em minhas mãos quando procurava, através de massagens, reaviver seu coração. Morreu, como era de sua vontade, na casa que ele ajudou a construir e que a dirigiu com dignidade, por muitos anos juntamente com seus companheiros de lutas. Albertino, metalúrgico como Guinlhen, também fundador do maior sindicato da América Latina, o Sindicato dos metalúrgicos de S.Paulo, onde foi por muito tempo seu dirigente nas lutas dos anos 50-60, como tantos outros, enfrentou o período da ditadura militar de 64. Aposentado, dedicou-se com maior ardor e honestidade à organização do Movimento dos Aposentados, sendo um de seus dirigentes mais combativos. Dirigiu a União dos Aposentados do Brasil-Núcleo de São Paulo, sendo um dos que trabalhou para a fundação da Confederação dos Aposentados e Pensionistas, sendo eleito Secretário Geral, na minha primeira gestão como presidente da COBAP no X Congresso Nacional dos Aposentados. Prestou grandes serviços durante o período da elaboração da Constituição de 1988, tanto no campo de trabalho como no campo da saúde, onde participou do grupo de trabalho do Ministério. Os aposentados de hoje devem muito à dedicação de Albertino, que, diariamente, participava das lutas dos aposentados e ainda mantinha organizada a secretaria no período de 87 a 98, período de grande movimentação, com constantes caravanas a Brasília. Participamos juntos também na direção da Federação de Aposentados e Pensionistas de São Paulo. Após tantas lutas em defesa dos aposentados, Albertino veio a falecer, após Ter sido acometido de um derrame cerebral que o deixou com uma parte do corpo paralisado, impossibilitado de locomover-se, somente o fazendo numa cadeira de rodas em sua casa, vindo a falecer no dia 3 de dezembro de 1991 no Hospital das Clínicas, após ter passado por grandes sofrimentos. O que mais magoava Albertino era a falta dos companheiros, que não o visitavam durante o período de sua enfermidade. Aos meus dois grandes companheiros de tantas lutas e tantas caminhadas, não poderia deixar de prestar essa homenagem, estas criatura que tanto deram se si em prol da humanidade, sem pensarem, jamais, em quaisquer tipos de interesses pessoais, o que é raro nos dias de hoje.
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