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Maria Marcolina Monteiro de Barros
Maria Marcolina Prado Monteiro de Barros (1805-1887) era meia-irmã, e, ao mesmo tempo, prima de Antonio da Silva Prado, o famoso Barão de Iguape. Tanto o pai como o avô do Barão, que iniciara a família Prado no Brasil, tinham também o nome de Antonio da Silva Prado.
A mãe do Barão de Iguape chamava-se Ana Vicência Rodrigues de Almeida (1768-1854).Quando o pai do Barão morreu, Ana Vicência casou-se com o cunhado, Eleutério Prado, que veio a ser o pai de Maria Marcolina. Foi assim que o Barão tornou-se meio-irmão e primo de Maria Marcolina.
Filha de um rico alferes (depois brigadeiro) português, Manoel Rodrigues Jordão, que também teve filho e neto com o mesmo nome, Ana Vicência ficou com uma rica herança paterna. Seu segundo casamento visou, dessa maneira, a preservar e aumentar a fortuna dentro da própria família.
O Barão herdou da mãe o talento para fazer das uniões matrimonais dos familiares um degrau para a ascenção da riqueza. Revelou isso com os arranjos para o casamento de sua meia-irmã e prima, Maria Marcolina.
Em 1827, Rodrigo Antonio Monteiro de Barros que viria a ser o marido de Maria Marcolina bacharelou-se pela Universidade de Coimbra, e foi nomeado juiz de fora em São Paulo. Seu pai, Lucas Antonio Monteiro de Barros, o Visconde de Congonhas, que foi o primeiro presidente provincial de São Paulo, após a Independência, deu-lhe então uma carta de apresentação do Barão de Iguape, pedindo a este que o apresentasse às mais ilustres famílias paulistanas. O Barão não se fez de rogado e foi além, vendo no jovem juiz de fora um bom partido para Maria Marcolina. Acolheu-o em sua casa, e, quando o rapaz mostrou-se ansioso para voltar a Coimbra, ou ir morar no Rio, apresentou-lhe sua meia-irmã e prima. Foi uma jogada de mestre. A 2 de agosto de 1828, Rodrigo Antonio e Maria Marcolina se casaram.
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