Alunos do Colégio da Vila Maria Zélia,
em 1933


Creche na cidade-modelo de Jorge Street


Os cuidados com a educação das crianças.
Como se pode verificar no tamanho do
prédio destinado ao jardim da Infância...


e ao Grupo Escolar

Ônibus escolar da Vila Maria Zélia

A Vila Maria Zélia

No meio da pequena cidade, o prédio da creche chamava a atenção pelo tamanho. Um ônibus circulava pelas ruas levando os filhos dos operários à escola, dentro da própria comunidade. Cuidava-se especialmente das crianças na Vila Maria Zélia para que seus pais pudessem trabalhar tranqüilos na fábrica.
A Vila Maria Zélia foi um sonho do industrial Jorge Street que durante alguns anos deu certo. No Belenzinho, margem esquerda do rio Tietê, ele comprou em 1911 um terreno que antes fora um "pouso de caipiras" (nome dado a pousos e ranchos que serviam de pernoite a roceiros do Interior vindos a São Paulo para comercializar seus produtos). Ali Jorge Street montou uma fábrica de tecidos, construindo simultaneamente ao redor uma pequena cidade-modelo para os seus operários. Era uma cidade moderna dentro de um bairro ainda pouco desenvolvido. Havia casas para os operários, hospital, igreja, serviços de assistência social, médica, odontológica e farmacêutica, creche, clube e comércio em forma de cooperativa, tudo regido por normas próprias.
O nome de Vila Maria Zélia foi dado em homenagem a uma das filhas de Jorge Street. Ele morreu a 23 de fevereiro de 1939. Alguns anos depois, durante o primeiro governo de Vargas, a Vila Maria Zélia foi transformada em presídio político. Hoje é uma vila comum do Belenzinho.

Vila Maria Zélia: A igreja, o restaurante e a loja


À esquerda, o jardim e o coreto. à direita, Jorge Street - no final da vida, o industrial vendeu tudo o que tinha, distribuiu o dinheiro, tornou-se simples operário e morreu pobre.


O centro da Vila Maria
Zélia (ao lado) - a igreja ao lado
da fábrica. Em volta,
jardins.