Marrocos, o chic do seu interior

Marrocos

Verdade. O número 352 da rua Conselheiro Crispiniano, no início do século XX, àquele tempo o no.11, era o endereço de uma aprazível chácara. Muitos anos depois, o lugar se transformou no Colégio Santo Alberto e, quando este foi demolido, no final da década de 40, a Empresa Brasileira de Construções começou a erguer o prédio sob o qual viverá o Cine Marrocos.
O filme O Preço de uma Vida inaugura, em 1952, o grandioso cinema. Respira-se luxo em toda a sua extensão. Do hall de entrada, que evoca estilo Versailles, o público encaminhava-se ao vestíbulo dotado de uma grande fonte luminosa. Ao lado, um elegante bar. Trata-se de um verdadeiro palácio com um amenizado estilo mourisco. Apontado como o mais luxuoso cinema da América do Sul, o Marrocos, dois anos depois de sua inauguração, em 1954, ano do IV Centenário de São Paulo, é o escolhido como a sala oficial do Festival Internacional de Cinema, que se realiza na cidade. À sua porta, todas as noites, uma multidão concentra-se para ver as celebridades internacionais convidadas às sessões de gala. Enquanto as celebridades pisam a passadeira especialmente estendida aos seus pés, a multidão delira.

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