Marco da Meia Légua

À época, vigorava o regime de sesmarias, terras selvagens cedidas pelo rei de Portugal a quem se comprometia a cultivá-las. Não havia muito controle nas concessões, às vezes, davam-se posse de sesmarias consecutivamente a várias pessoas.

Rocio

Desde 1636, a Câmara obtivera posse de sesmaria (rocio) do território correspondente aos limites da sua administração, mas vivia perdendo áreas para particulares. Diante disso, o Senado da Câmara, em 1724, solicitou ao governador uma carta de sesmaria igual à que a Cidade já possuía.

Demarcação

Em atendimento àquela reivindicação, foi ordenado a demarcação do rocio da cidade, resultando disso um documento chamado "Marco de Meia Légua". Como ponto de partida para a medição estabeleceu-se o Largo da Sé.

Área

A área compreendida pelo "marco da meia légua" ia, em direção ao bairro da Penha, até um lugar que se tornou conhecido exatamente como marco da meia légua, na hoje avenida Celso Garcia; para o lado de Santana, num trecho da rua Voluntários da Pátria, além do rio Tietê, perto da rua Carandiru; para o lado de Pinheiros, proximidades da avenida Paulista e, em direção a Santos, na altura do Ipiranga.


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