Miguel Costa


Exílio na Bolívia, 1927. Miguel Costa é o terceiro da esquerda para a direita. O primeiro à esquerda é Luiz Carlos Prestes

Em 1959, o general Miguel Costa, com 85 anos, foi levado a um programa ao vivo de TV. No palco, ao receber os aplausos da platéia, ele teve um ataque cardíaco, morrendo quase em seguida.
Naquele mesmo ano, uma decisão do Supremo Tribunal Federal devolvera-lhe o título de general honorário do Exército concedido a 8 de novembro de 1930, pelo mesmo governo que o cassaria cinco anos depois. A cassação se deu após ele ser preso em 1935, por presidir a Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização declarada ilegal, na época.
Miguel Alberto Crispim da Costa Rodrigues (seu nome todo) participou dos vários movimentos revolucionários ocorridos no Brasil, entre os anos vinte e trinta do século XX. Na Revolução de 1924, ele foi o chefe militar em São Paulo, depois de sublevar o Regimento da Cavalaria da Força Pública (atual PM) em apoio aos militares do Exército deflagradores do movimento. Em continuação ao levante, ele comandou as tropas rebeladas durante quase dois anos (1925-1927) na incursão da Coluna Prestes pelo Brasil. Esteve exilado na Argentina e no Uruguai para, de volta ao Brasil, integrar-se à Revolução de 30.
Nomeado Secretário da Segurança Pública de São Paulo, ele se tornaria patrono dos portuários santistas. Opôs-se, porém, à Revolução de 32, sendo preso e confinado em Mato Grosso. Libertado, tornou-se um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro. Miguel Costa ingressou na Força Pública em 1901. Por ocasião da Revolução de 1924, ocupava o posto de major, que alcançara dois anos antes.

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