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O Minarete e um destino trágico
O nome foi dado quando um jovem poeta de trágico destino, Ricardo Gonçalves, olhou da sacada e exclamou maravilhado: "Veja que amplidão de vista se descortina! Uma torre, um minarete!" (torre dos templos muçulmanos).
Daquele dia em diante, o chalezinho da chácara da rua 21 de Abril, próximo à rua Cesário Alvim, no Belenzinho, alugada para o escritor Godofredo Rangel, passou a ser conhecido como o Minarete. Não tardou e o Minarete virou ponto de encontro de escritores paulistanos famosos nas primeiras décadas do século XX
Pacto
No Minarete, reuniam-se literatos como Monteiro Lobato, Artur Ramos, Títo Lívio Brasil e outros que, nos encontros, adotavam pseudônimos de personagens de romances famosos. À meia-noite, eles costumavam sair para apreciar os efeitos do lugar sobre o rio Tietê próximo.
Ricardo Gonçalves, inspirador do nome do chalezinho, ao descobrir que sua mulher fora-lhe infiel com um médico chamado para tratar a filha do casal, suicidou-se em 1916. Fez um pacto de morte com a mulher. A 8 de agosto daquele ano, num hotel do Brás, deu-lhe um tiro que a atingiu de raspão. Ela, porém, ficou imóvel, simulando estar morta. Com 33anos, Ricardo Gonçalves matou-se em seguida.
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