Versos de Moacyr de Toledo sobre Nenê Romano

Deus! Tu que és bom, tu que és consolo e abrigo

De todo o coração amargurado,
Como assim podes- ver-me desgraçado
Por este amor que me é como um castigo?

Que hediondo crime, que mortal pecado
Cometi, que me tens por inimigo?

Por que o bem de olvidá-la não consigo?
Eu que, do seu amor,ando olvidado?

Por que? Bem sinto: é que nos céus, sereno
Só podes compreeender o amor divino,
Nunca, nunca provaste o amor terreno,

O amor de uma mulher, que é o meu Destino
E cuja boca é a taça do veneno
Que faz de um homem justo – um assassino!



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