Moda feminina

Uma autoridade de São Paulo antiga expediu uma ordem: que as mulheres "andem com toda a cara descoberta até o peito". Quase duzentos anos depois, algumas solitárias paulistanas, nas praias badaladas de Santos, seguiram a intimação ao pé da letra, lançando mão do monoquini, o legítimo antecessor do "topless"

Peso

Durante todo esse tempo, a grande maioria das mulheres almejaram aliviar o peso de suas roupas — não para chegar a tanto evidentemente — mas para sentir-se mais confortável. Foi um avanço que só começou a manifestar-se quando já transcorriam alguns anos do século vinte De início, muito vagaroso.

Lavado mais branco

No período colonial, a história não é muito brilhante em relação à moda da mulher paulistana. Raras eram às vezes em que elas podiam exibir roupas mais elaboradas, pois raras vezes saiam. Das mulheres abastadas, a maioria morava nas fazendas e só vinham à cidade por ocasião das festas religiosas. Com a proclamação da Independência, a coisa mudou. Por essa época, um viajante estrangeiro notou que as paulistanas apareciam "nos bailes e festas com elegantes vestidos brancos, os cabelos presos com travessas e o pescoço cheio de colares de ouro".
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