As cores do Odeon


Cine Odeon nos anos 40

Inaugurado no dia 10 de outubro de 1928, com Lírio de Granada, estrelado por Lily Damita, numa festa abrilhantada pelo maestro Gamarushi e a cantora Ermelinda Archer, o Odeon ficava na rua da Consolação, ocupando o lugar onde hoje está o estacionamento do edifício Zarvos. Tinha quinze mil metros quadrados, 5 salões: dois para projeções, um para bar, um para sorveteria e um para exposições que funcionava até a meia-noite. Anunciava-se como o maior centro de diversões da América, capaz de receber quinze mil pessoas. Propriedade de Silvio Penteado, foi construído pelo engenheiro Júlio Abreu e arrendado por Serrador. Suas salas de projeções distinguiam-se pela cor. A Vermelha era requintadíssima, exigia roupa de gala. A Azul era mais modesta. O Odeon dava sessões especiais para senhoritas às quintas-feira, com o bonde as deixando na porta. Já no fim da vida perdeu o jeito família, com os seus famosos bailes carnavalescos que frequentemente terminavam em pancadaria. Desapareceu nos meados de 50.


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