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Avenida São João, 1937. Assinalado o cine Avenida, onde hoje é a Galeria Olido
O Avenida na década de 50

Fila boba às bilheterias do Olido, 1958
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Avenida-Olido
No lugar onde hoje está a Galeria Olido (esquina da rua D. José de Barros, com a antiga rua de São João) erguia-se no começo do século XX, o Teatro Carlos Gomes, mais tarde chamado de Teatro Variedades.
Quando a rua de São João virou a avenida São João, o Teatro Variedades mudou de nome para Teatro Avenida e, depois, com 6.500 lugares, passou a chamar-se Teatro Montmartre.
O novo nome, parece, não vingou. Retoma-se, então, a denominação anterior,Teatro Avenida, até o final da década de 30, quando a casa se torna o Cineac, um cinema especializado em documentários e filmes curtos, programa especial para quem tinha algum compromisso com hora marcada e queria matar um pouco tempo.
Depois dessa fase, surge o Cine Avenida, que se tornará tradicional na cidade, com seus programas-duplos iniciando-se às dez horas da manhã. O Avenida foi o último cinema paulistano a ostentar o pano de boca, uma cortina que recobria a tela, normalmente cheia de anúncios comerciais .Fechou no começo da década de 50.
OLIDO
O imigrante espanhol Domingos Fernandes Alonso, ex-dono de casas lotéricas e, mais tarde, de uma distribuidora de carros Studebaker, fundou a Empresa Santista de Cinema, a partir do Cine Teatro Cassino do Hotel Atlântico, de que era proprietário, em Santos. Em São Paulo, Alonso também se tornou proprietário de alguns cinemas, entre eles, o Avenida.
O Cine Avenida ocupava um imenso casarão que se subdividia em vários outros estabelecimentos, ficando na esquina o Bar Juca Pato, tradicional ponto de boêmios que acompanhou o cinema no seu fim. Demolido o casarão, foi aberto espaço para a construção do Edifício Domingos Fernandes Alonso com a sua galeria. E nela, surgiu o Olido, o primeiro cinema de São Paulo a funcionar dentro de uma galeria. Inaugurado a 15 de dezembro de 1957 com o filme Tarde Demais Para Esquecer (Cary Grant, Débora Kerr), o novo cinema reviveu um costume dos primeiros tempos da exibição, apresentando antes dos filmes, um piano/orquestra. Também os ingressos eram vendidos antecipadamente, com reserva numerada, para evitar o incômodo das filas.
Os requintes não saem de graça. Paga-se mais pela entrada e elimina-se a tarifa de meia-entrada para estudantes, uma concessão que vinha do governo de Getúlio Vargas, e, àquela altura, já tradicional. Houve reação. Os estudantes, coordenados pela sua entidade estadual, lançam a operação mão-boba, em 1958. Consistia em formar filas à bilheteria e, na hora da compra, pedir a meia-entrada. Como esta não havia, retornava-se para o fim da fila que, assim, nunca terminava. Obviamente, o expectador comum era prejudicado, pois sempre iria encontrar fila para a compra de ingresso, perdendo o privilégio da reserva de lugares. Os jornais e o público não se mostraram muito simpáticos ao movimento, o que determinou sua derrota.
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