Olímpio Guilherme

Em 1927, os jornais saudavam a viagem de um jovem brasileiro, Olimpio Guilherme, que juntamente com a sua patrícia Lia Torah ia a Hollywood para estrelar filmes norte-americanos. Olímpio, porém, não consegui fazer nada, além de obscuras pontas. A experiência é contada, num livro hoje raro, Holywood, de estilo marcado por um humor amargo e irônico, que também fez pouco sucesso. Fato estranho, pois na época tudo o que se referisse à chamada Meca do Cinema, era avidamente consumido. Isso talvez se explique por causa de Hollywood mostrar o cinema norte-americano pelo lado dos vencidos na batalha em busca da fama: os extras.

Olímpio, ainda nos Estados Unidos, dirigiu um filme praticamente ignorado pelo público brasileiro. E, morto, em 1973, o próprio Olímpio parece já estar esquecido, embora depois de deixar o cinema, tenha feito brilhante carreira de jornalista e escritor nas áreas de política e economia.

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