Palácios de Cinema

Os ilustres convidados à sessão que lhes era especialmente oferecida, autoridades municipais e estaduais, puderam, enfim, assistir a um filme, A culpa, em dez partes, sem nenhuma trepidação.
E esse não foi a única novidade.Também o prédio, feito sob o comando do engenheiro Leiks, era o primeiro em São Paulo a ser construído visando a sua única finalidade, a de servir a um cinema. Suas quatro faces davam para a avenida São João (a da frente), Formosa, Anhangabaú (atual avenida Prestes Maia) e Viaduto do Chá. Outras características da obra, segundo um jornal da época: ”Externamente, aspecto singelo, apenas quebrado por algumas linhas e contornos na fachada, onde se rasgam espaçosas suas enormes portas de principal acesso, que dão para os amplos salões de espera, luxuosos, bem mobiliados, fartamente iluminados”.
Internamente, vinham as escadas de mármore para conduzir de ambos os lados às duas ordens de frisas e camarotes. O cinema tinha vinte frisas para quatro pessoas cada uma, vinte camarotes para cinco pessoas cada, e, ao centro, camarotes distintos. Quinhentas cadeiras formavam a platéia. Estava arrendado para a Cia.Cinematográfica Brasileira-CCB (Serrador) e seu gerente era Elísio Leal. Direção Geral: Antonio Bitencourt Filho, diretor-gerente da CCB.
Com o Cine Central, São Paulo entrava, em 1916, para a era dos Palácios de Cinema.

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