ParaísoParaíso — Rua do Paraíso, 69 (antigo), próximo à esquina da rua Apeninos. Existiu do começo da década de 20 ao começo da década de 40.Paulistano — Rua Vergueiro, 128 (antigo), correspondente ao 510 atual, entre as ruas Castro Alves e João Julião. Era um casarão maciço cujos alicerces se assentavam no Vale do do Itororó (hoje a avenida 23 de Maio). Dele fizera o seu cinema e a sua residência o sr. Abílio Ribeiro de Barros. Logo que o sr. Abílio resolveu conjugar sua moradia com uma sala de exibição, morria o Paraíso, primeiro cinema do bairro e o Paulistano ficou sozinho na praça. Mesmo assim, o Paulistano não teve uma vida afortunada e passou ser considerado um cinema com "caveira de burro", pois não dava certo com seus filmes. Nascido nos meados dos anos 20 o Paulistano apenas sobreviveu por cerca de 20 anos. Entretanto, marcou auspiciosamente o destino de Paulo de Sá Pinto, exibidor que na década de 40, começou a fazer frente à poderosa e até então líder absoluta nos negócios de exibição cinematográfica, a Companhia Serrador. Em 1941, o sr. Paulo de Sá Pinto arrendou o Paulistano, na ocasião já desativado, para exibições especiais de filmes à comunidade japonesa. Estava lançada à base da Cia. Sul que, mais tarde, faria tremer o império Serrador. Leblon — Rua Vergueiro, 934. O sr. Ermelindo Del Nero tinha uma casa na rua Vergueiro. Seu primo-irmão Arnaldo Zonari era importador de filmes. A propriedade de um foi unida ao know-how de outro e assim nasceu o Cinema Leblon em 1953, com o filme Cantando na Chuva. Durante sua curta existência, o Leblon exibiu exclusivamente produções da MGM. O entusiasmo pela exibição cinematográfica do sr. Ermelindo não demorou muitos anos para arrefecer. Ele temia também que sua casa fosse desapropriada para a abertura da futura Avenida 23 de Maio. Assim, ele resolveu sair do negócio, vendendo a sociedade para o primo. O Leblon, entretanto, não chegou a conhecer a década de 60. Ficava dentro da área hoje ocupada pelo Centro Cultural. |