![]() A rua de São Caetano, por volta de 1920, onde funcionara o cinema Eden e viria funcionar, na década de 30, o cine São Caetano. Este último era numa propriedade do Seminário Episcopal (à direita,na foto).
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PariEden Cinema — Rua São Caetano, 17 (antigo), altura do número 135 atual. Fundado em 1911 pelos irmãos Isola (Bruno e Giosué), o Eden logo despertou os ciúmes de um outro cinema localizado na vizinhança, o Edson da rua Mauá. Para fazer frente ao novo concorrente, o Edson fazia sua barulhenta bandinha com músicos fantasiados desfilar pela rua São Caetano, precedendo carregadores de placas luminosas da sua propaganda. O artifício de pouco adiantava porque a programação do Eden, parece, agradava mais ao público. No dia 5 de maio de 1911, a bandinha do Edson, aparentemente visando tornar mais efetiva a sua mensagem, interrompeu sua caminhada frente ao Eden, sob o som da marchinha Vem cá, mulata. Era o sinal para que vários garotos que a acompanhavam começassem a atirar pedras no cinema rival. Os partidários do Edson reagiram e a pancadaria se generalizou. As maiores vítimas do conflito foram o bombardino e o bombo, totalmente espatifados no final. Na briga pela sobrevivência, o Eden levou a melhor. Enquanto o rival sucumbiu cedo, ele chegou à sua primeira década. Ajudou-o na empreitada o seu bar anexo com o "grande depósito dos afamados vinhos italiano Barbiera, Grignolino, Freisa, Chianti e Bianco seco".Flor Oriente — Rua São Caetano, 41 (antigo),esquina da rua Rodrigues dos Santos. Inaugurado no dia 21 de outubro de 1911, sofreu um grande incêndio em 1915, mas voltou a funcionar por mais alguns anos. Excelsior — São Caetano, 296 (antigo), quase no final da rua. Um incêndio também atingiu este cinema a 24 de março de 1914, cerca de quatro meses após sua inauguração. Só que, desta feita, o incêndio foi proposital, segundo pôde comprovar a polícia.Os dois proprietários, os irmãos Henrique e Emílio Romeo (este último ex-redator do jornal em língua italiana, A Fanfulla) recorreram a um expediente não raro entre alguns exibidores da época. Ateavam fogo no seu próprio cinema para receber o seguro. Teatro da Paz — Rua João Teodoro, 47 (antigo), correspondente ao número 1075 atual. Iniciou uma tradição que continuaria por algumas décadas. De Domingos Mezzacapa Irmãos & Cia, inaugurou em 1914 um endereço de filmes muito querido no bairro. Nos anos 20, o Teatro da Paz passou por uma ampla reforma e, inspirado na fama do glorioso Teatro Colombo do largo da Concórdia próximo, passou a chamar-se Colombinho. A década seguinte traz-lhe uma reforma ainda mais ampla, que lhe dá 1.600 poltronas e o novo nome com o qual se inscreverá entre os mais conhecidos cinemas de São Paulo: Rialto. Bijou Oriente — Em 1914, na rua Oriente, mas sem especificação de número. Oriental Cinema — Rua Oriente, número não identificado. Funcionando em 1916. São Caetano — Rua São Caetano, 96-100 (antigos) correspondente ao 442 atua. Ocupava um velho casarão, uma das muitas propriedades do Seminário Arquediocesano de São Paulo, na rua São Caetano. Fundado no começo dos anos 30 só veio a finar no final da década de 60.
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