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Primeira iluminação
Em visita a São Paulo, no ano de 1846, o casal imperial brasileiro separou-se por alguns dias. Enquanto D. Pedro II viajava pelo interior da província, a imperatriz d.Tereza Cristina Maria hospedava-se num casarão assobradado do Brás, exatamente, onde hoje está a escola Romão Puigari, nº1482 da avenida Rangel Pestana. Foi assim que o Brás teve a sua primeira, embora transitória, iluminação pública, quando, em homenagem à ilustre hóspede, seis lampiões alumiaram aquele trecho da, então, rua do Brás, pertencente a Gertrudes Galvão de Oliveira e Lacerda Jordão e conhecido como Chácara de D.Gertrudes.
Uma das propriedades mais antigas do Brás, aquela chácara era conhecida antes como Chácara do Brigadeiro Joaquim Mariano Galvão, alusão ao brigadeiro Joaquim Mariano Galvão de Moura Lacerda, tio de dona Gertrudes.
Depois da morte de dona Gertrudes, a chácara passou ás mãos do seu filho, major Manoel Rodrigues Jordão. O casarão foi demolido no final do século XIX para construção do prédio, primeiramente ocupado pelo Grande Hotel Central do Brás, do sr. Luiz Davini, depois pelo Romão Puigari.
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