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Publicidade não era a arma do negócio

Au Bon Diable da rua Direita, fim do século XIX começo do XX, especializara-se em roupas feitas importadas da França. Seus fundadores, os Bloch, tiveram uma idéia sensacional. Importaram também da França grande quantidade de manequins que pareciam gente de tão perfeitos, atraentes e vistosos. Dispuseram-nos da entrada da loja até o meio, de maneira que os transeuntes julgavam fossem fregueses. Tendo os Bloch muita clientela no interior, esta freqüentemente entrava distribuindo bons dias e boas tardes aos manequins.

Merchandising

Preocupação com merchandising, entretanto, estava muito longe de grande parte dos comerciantes. Mesmo depois que a Casa Garraux, inagurada nos meados do oitocentismo, deslumbrara a cidade com as suas vitrinas, muitos dos lojistas, principalmente os autóctones, ostentavam panos e bugigangas pendurados pelas portas.

Vai de valsa

Já no século XVIII, alguns comerciantes estavam entre os homens mais ricos da cidade. Entretanto, o comércio vivia mais ou menos no vai da valsa. As lojas fechavam na hora que os seus donos bem entendessem. Só em 1713, a Câmara começou a regularizar o horário comercial.

Toicinho

Não havia especialização. Quem vendia roupa, vendia sal, bebida, toicinhos, lombo de porco.E mulher não entrava em loja, quase de jeito nenhum. Isso até o final dos 1700, porque mais tarde chegariam as casas de moda e estas, claro, iriam viver em função das mulheres.

Nomes esquisitos

Por essa época, e até um pouco mais tarde, quase sem exceção, os donos dos negócios eram portugueses. Por xenofobia, vingança contra preços altos, ou por costume de apelidar, o povo dava àqueles negociantes, nomes esquisitos. "Bom Fumo", "Boas Noites", "Maneco Entrecosto", "Domingos Cai Cai" Mas, não. Por xenofobia é que esses apelidos não surgia. O único brasileiro da turma negociava com louças e tinha um apelido. "Teco".

Publicidade?

Nem pensar. Aqueles senhores comerciantes dispensavam-se até de colocar tabuletas com o nome de suas lojas nas fachadas.



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