Em taipa

Rua São Bento

Durante séculos, as construções paulistanas foram feitas em taipas de pilão, técnica de origem árabe resultante da compreensão da terra úmida ou molhada numa fôrma de madeira chamada taipal. As paredes formadas pelas taipais recebiam pinturas com várias demãos de tabatinga (argila com capacidade de sedimentação).
Feitas com esmero e competência, as construções de taipas resistiam bravamente ao tempo. Provas disso são dois edifícios paulistanos que, construídos no século XVIII só caíram porque São Paulo se remodelou sem respeitar o seu passado.
O prédio do Congresso em 1890, após
várias adaptações de uma construção de 1835, inicialmente destinada
à Câmara e Cadeia

Ambos foram construídos pelo engenheiro português José da Costa Ferreira Eram os prédios da Câmara e da cadeia localizado na atual Praça João Mendes e o Quartel dos Voluntários Reais, próximo à Praça da Sé. O primeiro, datado dos fins do século XVIII, após várias reformas, serviu ao Congresso Estadual e foi demolido em 43, para a ampliação da Praça João Mendes. O edifício do Quartel, derrubado um pouco antes, foi iniciado em 1776 e só terminado muitos anos depois. Ficava entre a rua Tabatinguera e outras vias ruas que desapareceram para a ampliação da Praça Clóvis Bevilacqua e a construção do Fórum: rua do Trem, Travessa do Quartel e rua do Teatro.
Do engenheiro João da Costa Ferreira, falou o governador de sua época Bernardo José Lorena: "Tem ensinado a este povo o modo de se fazerem os edifícios com bom gosto e menos despesa, ensinando igualmente os pintores".
Quartel de Linha, 1860


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