Saber envelhecer

Ser velho é um grande e um enorme desafio; acabaram as obrigações rotineiras, as responsabilidades sociais. Temos um acervo de experiências, de lembranças, de dons adquiridos por tudo que vivemos de bom e de ruim.

O que é preciso é saber ser velho; não lutar contra a solidão, mas saber enriquecê-la. Ter inúmeras e variadas distrações. Livros, jardinagem, Tv, trabalhos manuais, convivências, clubes, amigos. O hábito de leitura enriquece os dias. Se não tiver um jardim, cultive flores e tempere vasos. Trabalhos manuais, como a tapeçaria e tantos outros, sãos feitos também pelos homens. Há tanto a se fazer para ajudar os mais pobres, como crochê, tricô, contar histórias nas creches, fazer visitas aos doentes nos hospitais. Cuidar da saúde mental, esquecendo as mágoas, cultivando o amor, a brandura.

Distrair-se com coisas úteis e agradáveis. Compre tintas e faça quadros, mesmo não sabendo pintar; escreva para um neto a história de sua vida; olhe os poentes coloridos, acompanhe o ciclo das estações, nas árvores de sua rua.

Não lute, nem se posicione contra os jovens. Você se isola e a luta é vã. É preciso se reciclar e saber que o mundo é outro daquele que viveu na sua mocidade.

Seja alegre; saiba rir e ridicularizar seus males. Um velho alegre e mais feliz e querido.

Adelaide R.Magalhães


Esta página foi produzida pelo Instituto Maturidade de Estudos do Desenvolvimento Humano