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No seu auge, a avenida era um sonho
Logo que foi entregue ao trânsito, em 1936, a avenida Rebouças tornou-se o sonho de moradia para muita gente. "A Rebouças estava no auge e eu nem acreditei quando fui morar lá", diz dona Noêmia, viúva do sr. Itobi de Castro Costa, dona da casa 815, já demolida, da avenida Rebouças. "À tarde, os cavaleiros vinham passear na pista central da avenida, lembro como se fosse hoje", revela dona Rosa, viúva do sr. Joaquim Quintas, proprietário de uma famosa casa lotérica, A Fidalga e morador da Rebouças, 2538, onde hoje é a PBK.
Alinhamento
Sonho para uns, mas pesadelo para o construtor. Ao assumir as obras da Rebouças, Eusébio Mattoso decidiu levá-la desde à altura do Hospital do Isolamento (atual Emílio Ribas) até o Rio Pinheiros, completando o trajeto da avenida que então não ultrapassava o local da hoje praça Portugal. Entre a avenida Municipal (dr. Arnaldo) até a Oscar Freire, a trilha da Rebouças era estreita, além de comprimida na margem direita por terrenos cheios de mato pertencentes ao governo. Seguia num alinhamento improvisado em que cá ou lá despontava uma construção improvisada.
Objetivo
Para alcançar seu objetivo, além da firma de construção e pavimentação, Eusébio Mattoso fundou a Imobilária Gopeúva para as compras e vendas. Frente ao lugar que acolheria o Hospital das Clínicas, área do governo, foi necessário vencer-se o grande morro. Na parte final, marcada pela rua Iguatemi (avenida Faria Lima), o rio Pinheiros serpenteava. Havia ainda as enchentes. Valeram aí as amizades que Eusébio Mattoso mantinha com os diretores da Light (atual Eletropaulo) em trabalho de retificação do rio Pinheiros e do Jockey Club, com mudança prevista para a região.
Prioridade
Com a colaboração advinda, possibilitou-se o aterro da várzea no trajeto previsto da Rebouças, incluindo a área onde muitos depois ergueu-se o Shopping Center Eldorado. Nos finais dos anos 30, Prestes Maia assume a Prefeitura de São Paulo e elege como sua prioridade para obras o centro da cidade. No dia 11 de julho de 1940, Eusébio Mattoso morreu. Tinha apenas 42 anos de idade.
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