Rua do Gasômetro

A ruela ia dar atrás da igreja do Bom Jesus do Matosinho, onde, antes, conforme a crônica, existira um cemitério de escravos. Assim, a viela, que, iniciada às margens do rio Tamanduateí, passava dentro da Chácara da Figueira, pertencente ao filho da Marquesa de Santos, tornou-se conhecida como "Rua Detrás do Cemitério". Em 1870, com a desapropriação da chácara para a construção do gasômetro, a rua Detrás do Cemitério, foi rebatizada como Gasômetro. Esticada, depois, até o largo da Concórdia, a rua do Gasômetro cruzou com os trilhos da ex-Santos-Jundiaí. Estava criada a versão-Gasômetro do inferno das porteiras do Brás.
Em 1948, na tentativa de solucionar o problema das porteiras do Brás, o governador Adhemar de Barros construiu o Viaduto do Gasômetro. A providência rendeu, para a campanha política de Adhemar, um samba carnavalesco que começava com o verso "Adeus, adeus, porteira do Brás". Não se tratava. porém, de um verdadeiro adeus porque o bairro continuaria a sofrer, por mais de duas décadas, com o inferno das porteira, na sua versão Rangel Pestana.


BRAS - BAIRROS

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