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No meio do caminho, um córrego

Sem a importância histórica que o rio Pinheiros teve para a história de São Paulo, o córrego Verde não deixou, entretanto, de influenciar intensamente a vida pinheirense. Também conhecido como rio Verde, o córrego, com seu vale facilmente inundável, constituiu-se durante muito tempo num obstáculo à soldagem das partes habitadas do bairro, atuando assim como fator de isolamento das áreas urbanas. Emprestou também seu nome ao sítio do Rio Verde, que deu origem à Vila Madalena e parte de Cerqueira César

Sumaré

O córrego Verde tem cabeceiras no Sumaré. Descia em direção ao rio Pinheiros desembocando na atual Faria Lima, altura do Shopping Iguatemi. Um braço descia pela Paes Leme para desaguar também no Pinheiros. A partir do seu médio curso, o córrego Verde acumulava grande quantidade de cascalho, areia e argila em suas margens por causa da erosão causada pelas enchentes. Com as constantes inundações, a área tornava-se dificilmente urbanizável. Para o prolongamento da Teodoro Sampaio foi necessária a construção de grandes aterros que cortaram as ruas transversais definidas no nível original.

Forno

Segundo o médico Luis Bacalá, pesquisador da história de Vila Madalena, o rio Verde tinha esse nome porque havia entre as atuais avenida dr. Arnaldo e rua Galeno de Almeida um forno incinerador que processava o lixo de vários pontos da cidade trazido por carroças. Junto ao forno funcionava uma cocheira diariamente lavada por causa do esterco acumulado pelos 65 burros encarregados do movimento das carroças. A água da lavagem corria diretamente para o córrego, dando-lhe o tom esverdeado.


VOLTA - MEMÓRIA DE PINHEIROS

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