Rua Roberto Simonsen


1860. Trecho da rua Nª Sª do carmo, atual Roberto Simonsen. Na esquerda, a igreja do Carmo

Grandes casarões marcavam a antiga rua do Carmo ( atual Roberto Simonsen), nos meados do século XIX,quando seu trajeto se estendia do pátio do Colégio até a igreja do Carmo, atravessando a antiga ladeira do Carmo(começo da atual avenida Rangel Pestana).
Tudo começara ainda no final do século XVIII. No início da então "a que vai para a Nossa Senhora do Carmo", a futura rua do Carmo, construiu-se um palacete,de beleza e monumentalidade gritantemente contrastante com as moradias baixas e acaçapadas que predominavam em São Paulo na época.
No século seguinte, o palacete tornou-se uma das casas mais luxuosas de São Paulo, pelas mãos da Marquesa de Santos, que o adquiriu: "Sua casa na rua do Carmo — registrou Alberto Rangel —"cujo quintal descia a Várzea do Carmo no abrando de um extenso capinzal, tinha três grandes salas de forros apainelados, ostentando retratos a óleo".
A Marquesa tinha bom gosto e dinheiro para sustentá-lo. Nas festas, reservavam-lhe um assento especial a que davam o nome de "o trono da marquesa". Os bailes que dava no palacete provocavam até apedrejamento por parte dos não convidados.


Casarões na esquina da rua do Carmo (hoje Roberto Simonsen) com a antiga ladeira do Carmo, atualmente av. Rangel Pestana.

No tempo da Marquesa de Santos, entretanto a rua do Carmo já se pontuara de outras residências semelhantemente requintadas. Era a região mais elegante da cidade. E também uma das antigas. Gerara-se num dos primeiros caminhos que norteara o primitivo desenvolvimento de São Paulo, "o caminho que vai do Colégio para o Carmo".

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