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Boate da Praça Roosevelt (década de 60)

Um tanque. Depois, a Roosevelt


Casarão existente onde hoje é a praça Roosevelt. Demolido no final da década de 40.

Na chácara do dr. Martinho Prado, junto ao Tanque Reúno, lavavam roupas, segundo uma queixa feita à Câmara paulistana em 1875. A água suja de sabão corria para dentro do tanque e para os chafarizes da Luz e do Piques, reclamavam os populares.

O Tanque do Reúno ficava onde hoje está a Praça Roosevelt. Toda a área circundante pertencia à família Prado. A matriarca da família, dona Veridiana, tinha outra chácara contígua à do seu filho Martinho, cuja sede era junto à igreja da Consolação.

Palacete

Em 1884, dona Veridiana mandou edificar na colina de Santa Cecília (hoje, rua Dona Veridiana) dentro de um belo parque, elegante palacete para onde se mudou (o palacete continua em pé, agora como sede de um clube).

O casarão junto à igreja da Consolação serviu mais tarde a uma instituição de caridade, o Seminário das Educandas. Foi demolido no final de década de 40.

Brasão

Na praça Roosevelt se desenvolveria a partir de 1950, uma intensa vida noturna.
Chegou primeiro a bossa-nova para o florescimento de duas casas que se tornaram célebres no gênero: Baiuca e Bon Soir. Outros bares mais ecléticos, como o Djalma, também marcaram época. Com a década de 60, o iê-iê-iê tomou conta da praça. Erasmo Carlos desceu certo dia de seu novo carrão para inaugurar na praça a sua boate Brasão.


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO

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