Ruas do Saracura


Rua da Saracura Grande,1927

Pátio da Sé Delimitava-se o Pátio da Sé, de um lado pela atual rua Floriano Peixoto, de outro, pela rua Venceslau Brás. A rua Floriano Peixoto teve o nome primitivo de rua da Fundição pois abrigava os fundos da Casa da Fundição dos Reais Quintos de São Paulo, que tinha entrada pelo Pátio do Colégio. A instituição começou a funcionar no local em 1730. Fechada e reerguida em 1751, manteve-se em atividade até 1762, foi abolida e, depois reaberta, para ser desativada definitivamente em 1818. A troca de nome da rua, homenagem ao presidente da República Floriano Peixoto, deu-se a 1o.de agosto de 1907. Rua Roberto Simonsen Nos tempos primitivos de São Paulo — anotou o historiador Nuto Santana — ia-se para o Sudeste seguindo o caminho correspondente ao traçado da atual rua Roberto Simonsen, antigamente rua do Carmo.Depois da construção do convento e da igreja do Carmo, o leito da rua começaria a se formar. De acordo com outro cronista de São Paulo antigo, Antonio Egídio Martins, o lugar onde se edificaria o convento dos Carmelitas era antes povoado de palmeiras seculares e de bosques de penetração muito difícil. Primeiro recenseamento Mil quinhentas e dezesseis pessoas, sendo 649 homens e 867 mulheres, habitavam São Paulo, na época do primeiro recenseamento da cidade, em 1776. O levantamento, feito sob as ordens do capitão general d. Luís Antônio de Sousa e Mourão, o Morgado de Mateus, revelou a existência de dez ruas principais, e de sete praças. O homem mais rico da população era o português José Rodrigues Pereira, ”enriquecido com o comércio de Cuiabá”, antigo vereador e juiz ordinário. Entre as pessoas consideradas ricas, arrolava-se também a viúva Maria José da Silva, de 70 anos, dona de dez contos de réis e que tinha uma filha de 32 anos “que não se compreende como ainda não arranjara marido...” “Do largo da Sé até Santo Antonio”, terminando num beco sem saída, estendia-se a rua Direita, a principal da cidade. Seguia-lhe em ordem de importância, a rua São Bento, que não contava com tantos negociantes como a rua Direita. A população masculina divida-se pelas seguintes profissões: 26 mercadores,10 vendeiros, 3 boticários, 6 caixeiros, 4 estudantes, 13 alfaiates, 11 carpinteiros, 8 sapateiros, 5 cabeleireiros, 3 ourives, 3 pintores, 2 pedreiros, 2 ferreiros, 2 mineiros, 2 cuteleiros. Pelo recenseamento, pode-se também ter uma idéia do preço dos aluguéis na época: Na rua de São Bento, entre o largo do mesmo nome e o largo do Rosário, João Dias alugara por duas patacas mensais – 640 réis – “ o prédio que servia de ópera”. Pagava Manoel José Roiz por uma casa na “rua da Sé para a Misericórdia”, a importância anual de vinte mil réis. O maior salário da cidade, dado como de “ alta importância” pelo recenseamento, talvez fosse o do sr. Manuel de Oliveira Cardoso, capitão-mór da cidade: 8:000$000.


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