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Primeiras ruas comerciais
Vista da cidade, 1860
Quando foi feito o primeiro censo de São Paulo, em 1776, já duas ruas se destacaram pelas atividades comerciais que marcariam seus anos vindouros: rua Direita e rua de S. Bento. Registraram-se a presença de três farmácias (boticas) no comércio de S.Paulo. Os boticários estavam entre os comerciantes financeiramente mais bem aquinhoados da cidade.
"Fazendas secas"
 O censo notava que a rua Direita (foto) "estava cheia de lojas de fazendas secas". A palavra fazenda era, então, usada como sinônimo genérico de mercadoria e "seca" tinha o sentido de produto já elaborado.
O rei do pedaço
A rua de S. Bento (foto ao lado) vinha em segundo como via comercial. Não tinha tantos negociantes como a Direita. Lá morava, entrentanto, gente abonada e até um rei aclamado pelo povo paulista e que só não foi coroado porque não aceitara o trono e tivera de brigar contra a turba dos seus eleitores dispostos a empossá-lo à força.
Sem status
Ainda não começara a trilhar o seu futuro destino também futura rua XV de Novembro (na foto). Integrante do célebre triângulo" e elegante centro comercial do século XIV, a então rua do Rosário era considerada inferior porque "nela moravam numerosos mulatos e pretos forros e gente modesta".

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