As ruas que a Praça da Sé engoliu

De um simples adro de igreja, a Praça da Sé chegou ao que é
devorando ruas das imediações. Sua última grande transformação foi em 1975,
quando uma implosão pôs por terra o grande edifício Mendes Caldeira,
com o que a Praça da Sé absorveu a Praça Clovis Bevilcqua contígua.

Quando passou do antigo largo à praça, em 1911, a Sé fez isso com o
sacrifício de ruas adjacentes. Algumas dessas ruas tinham muita má fama
como a Esperança e o famigerado Beco dos Mosquito,
localizados à esquerda da praça para quem entrasse nela
pela rua Direita. À direita, o território da rua
Marechal Deodoro era nobre.


1910. Esquina da rua Capitão Salomão (que se chamou antes rua da Esperança) com Santa Tereza. No primeiro plano, em direção à rua Marechal Deodoro, ao fundo.

1910. Da esquina da rua Santa Tereza em direção à atual praça João Mendes. E lá vem o bonde na Capitão Salomão.

1911. Rua Capitão Salomão em direção à Praça João Mendes, tomada da esquina da rua Santa Tereza

1910. Capitão Salomão com Venceslau Bras (esta ainda existente). À esquerda, o mictório público

1910. Capitão Salomão, esquina com praça João Mendes

A "zona quente" da rua do Quartel, de que resta um pedaço chamado 11 de Agosto.


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO