Santo André da Borda do Campo

Não se sabe a data certa de sua fundação, nem a sua localização exata. Relatos de testemunhas e documentos comprovam, porém, que o antigo povoado de Santo André da Borda do Campo, extinto em 1560, já tinha uma vida intensa quando nas suas proximidades os padres jesuítas lançaram a semente da futura cidade de S.Paulo. Por volta de 1550, presume-se, João Ramalho, um aventureiro português cuja data de chegada ao Brasil também é incerta, depois de vários anos passados na região de S.Vicente, veio estabelecer-se numa área entre os campos de Piratininga e os sertões da serra do Paranapiacaba, perto do atual município de São Bernardo do Campo. Nesse lugar, ele fundou Santo André da Borda do Campo. O nome do povoado resultou de uma junção do nome do seu santo padroeiro mais a circunstância de sua localização geográfica, a beira do sertão. Era um ajuntamento de choupanas de pau a pique que, não obstante, começou a atrair forasteiros e acabou por receber o título de vila com direito à Câmara e Alcaide Mor (governador): o próprio João Ramalho, igualmente Guarda-Mor do Campo. O viajante alemão Ulrico Schmidel esteve no povoado e dele deixou uma descrição: "Afinal, chegamos a uma nova aldeia habitada por cristãos cujo chefe se chamava João Reinvelle (sic). Felizmente, para nós, andava ausente, pois o arraial tinha cara de ser um covil de bandidos. Partira Reinvellon para ir com outros cristãos que habitavam uma povoação chamada Vicenda (S.Vicente), a fim de, com eles, concluir um tratado". Com a extinção de Santo André da Borda do Campo, seus habitantes foram transferidos para São Paulo de Piratininga.



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