Sítio do Jaraguá

"Era rico e farto o serviço de mesa, mas reinava certa confusão entre as dez ou doze copeiras que poderiam ser substituídas por apenas duas que conhecessem bem o "metier". A baixela era das mais finas e caras. A roupa de cama, as fronhas e as toalhas eram de algodão mas ornadas com largos babados de cambraia. Parecia que o contraste imperava por tudo"
Na sua visita, a São Paulo, em 1834,o norte-americano Daniel P. Kidder foi conhecer o sítio do Jaraguá, segundo conta em seu livro Reminiscência de Viagens e Permanência no Brasil.
Ele narra algumas de sua impressões: "O panorama que daí descortinamos era de beleza e variedade indescritíveis e, compensou-nos cem vezes o esforço da escalada. Ao redor da sede viam-se numerosas outras construções, tais como a senzala dos negros, armazéns para os diversos produtos e o maquinário para pô-los em condições de comerciá-los".
Nas minas do Jaraguá, extraiu-se muito ouro, durante as os dois primeiros séculos de São Paulo. Na época da visita de Kidder, porém, as minas já pareciam abandonadas segundo ele conta. Vinte anos antes da visita do norte-americano, outro estrangeiro, o francës Auguste de Saint-Hilaire, também esteve na grande propriedade. Naquela época, o Jaraguá pertencia ao governador da província de São Paulo, Antonio José da Franca e Horta. Quando Kidder visitou, o sítio pertencia a d. Gertrudes Galvão de Moura de Oliveira Lacerda Jordão, viúva do brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão. De acordo com Kidder, dona Gertrudes tinha, na ocasião, mais chácaras e fazendas de iguais ou mais proporções.

Leia também:
O último morgado
Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão


CHÁCARAS E SÍTIOS - SÃO PAULO ANTIGO

Esta página foi produzida por Maturidade Vídeo e Editora