![]() A segunda redação de O Estado de S.Paulo, na ru XV de Novembro |
Leitor por sorteioNa conquista dos assinantes, A Província de São Paulo lançou mão de um recurso que décadas depois viria a ser assumido pela maioria dos jornais: os sorteios. Seu processo constituía de um sistemas de prêmios sorteados pela loteria. O prêmio maior era de um conto de réis e o segundo de quatrocentos mil réis.Não tardou para que o novo órgão alcançasse a liderança no setor, tanto em prestígio como em circulação. Financeiramente, entretanto, as coisas não correram tão bem. Além de um persistente déficit apresentado no seu primeiro ano de funcionamento, sua empresa proprietária perdeu uma fortuna depositada na casa bancária Mauá, cuja falência afetou o Brasil inteiro. Apesar dos seus protestos de imparcialidade, o jornal logo se mostrou profundamente republicano o que nada contribuía para a melhora de sua situação financeira. Quando em 1870, um ministério integrado por membros do partido liberal procurou atrair a simpatia de republicanos para o regime vigente, com o anúncio de reformas liberais, A Província de S. Paulo denunciou a manobra, o que lhe trouxe prejuízos, com a perda de simpatia dos liberais e de vários republicanos. Seis anos depois, sua redação mudou-se para a rua da Imperatriz (hoje XV de Novembro), esquina com a atual rua João Brícola. |
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