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Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar
Extraído do Livro Dicionário de História de São Paulo, de Antonio Barreto do Amaral Militar e político, nasceu em Sorocaba ( SP), em 4/10/1795, e faleceu a 1/10/1857 , a bordo no navio Piratininga, em viagem de Santos para o Rio de Janeiro. Filho do Coronel Antônio Francisco de Aguiar, possuidor de grandes haveres, estudou humanidades com os melhores mestres, vendo-se forçado, entretanto, a abandonar as aulas para dirigir a fortuna que o pai deixara. Alistando-se no Regimento de Melícias, em sua cidade natal, galgou todos os postos até o de coronel comandante. Em 1821, armou e equipou, à sua custa, mais de cem homens, que seguiram para o Rio de Janeiro, a fim de combater contra as tropas portuguesas contrárias à Independência do Brasil, por ocasião do ''Fico" e subscreveu a então elevada quantia de doze contos de réis na subscrição aberta para cobrir as despesas do movimento separatista. Proclamada a Independência do Brasil, e nomeado Lucas Antônio Monteiro de Barros presidente de S. Paulo, foi criado, na província, como nas demais, o Conselho do Governo, instalado em 1826; dele fez parte Tobias de Aguiar. Em 1829, foi eleito presidente do Conselho Geral da Província e, logo depois, deputado geral, exercendo o mandato por curto prazo, em virtude de ter sido designado para outra função. Amigo íntimo do Padre Diogo Antônio Feijó, que ascendendo, na Regência, ao cargo de ministro da Justiça, o nomeou para a presidência da Província de S. Paulo, cargo que ocupou de 17/11/1831 a 11/5/1835. No mês seguinte ao de sua posse, a 15 de dezembro, assinou lei criando uma companhia de cem homens e uma seção de cavalaria, com trinta homens e os respectivos oficiais, marco inicial da Força Pública do estado de S. Paulo. Presidente em novo período, governou durante onze meses, de 6/8/1840 a 15/7/1841. Quando presidente da Província, pela primeira vez, emprestou aos cofres públicos trinta contos de réis, e, na segunda presidência, mais vinte contos de réis, sem cobrar juros. Tendo, em 1840, recebido o governo sem numerário suficiente para o pagamento do funcionalismo público, pagou-o com dinheiro seu, que adiantou.
Finda a administração, entregou o governo ao substituto com saldo nos cofres do tesouro. Completou o apaziguamento dos ânimos em Vila Franca do Imperador, assaltada por Anselmo Ferreira Barcelos; construiu a estrada de São Paulo a Santos, então denominada Estrada da Maioridade; incentivou a imigração; criou o Gabinete Topográfico nomeando, para seu diretor, o engenheiro General Daniel Pedro Muller; mandou proceder reparos nas diversas estradas da Província, bem como ativou os trabalhos naquelas que punham a capital em comunicação com Curitiba e Paranaguá, então partes da Província de S.. Paulo, ao mesmo tempo em que proceguiu a abertura das estradas de Itapetininga a Juquiá e de Paranapanema a Xiririca. A 17/5/1842, chefiou, em Sorocaba, com a colaboração do Padre Diogo Antônio Feijó, Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, Gabriel Rodrigues dos Santos e outros, a "Revolução dos Liberais". Dominado o movimento, retirou-se para o Sul, com este último. No Paraná, guiados por Francisco das Chagas do Amaral Fontoura, todos disfarçados em tropeiros, alcançaram o Rio Grande do Sul, onde, alguns meses depois, foi preso e remetido para a Fortaleza da Lage, no Rio de Janeiro. Anistiado, em virtude do decreto imperial da 14/3/1844, voltando o Partido Liberal ao Poder, recobrou sua influência nos negócios públicos, sendo eleito até a legislativa de 1857-1860. Durante a Revolta, em Sorocaba, desposou a paulista D. Domilita de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos.
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