Trem de ferro

No dia 31 de março de 1873, o engenheiro Henrique Luiz de Azevedo Marques, na sua chácara, perto da futura Estação do Norte (hoje Estação Roosevelt) ofereceu um "copo d'água" comemorativo da inauguração do início dos trabalhos de construção da Estrada de Ferro São Paulo e Rio de Janeiro (depois do Estrada de Ferro do Norte e, mais tarde, Central). Em linguagem mais atualizada, esclareça-se o tal copo era da água que passarinho não bebe. Quatro anos depois, o trem de ferro chegou ao Brás. E o bairro nunca foi mais aquele.
Nos rastros da Estrada de Ferro do Norte, veio a industrialização e com ela, uma nova gente, nova paisagem, nova arquitetura e até uma nova língua.
A partir do fim do século XIX, os imigrantes começaram a povoar o bairro. Muitas das velhas chácaras cederam seus espaços às, indústrias enquanto outras eram retalhadas por ruas. A nova população, conta Jacob Penteado no livro Belenzinho,1910,compunha-se de italianos, "principalmente os oriundos da Itália meridional e, mais tarde, por espanhóis que se localizaram nas Ruas Caetano Pinto, Carneiro Leão, Gasômetro e no velho Beco do Lucas".
No seu apogeu, a Estação do Norte ,como era chamada, atraía mariposas, enfeitiçadas pelos passageiros dos trens, em geral, ricos fazendeiros. Os preços destas variavam com a nacionalidade, sendo as francesas as mais cotadas, enquanto as originárias da Martinica tinham câmbios mais baixos.


BRAS - BAIRROS

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