O troca-troca de nomes das ruas centrais

Rua dr. Falcão Filho


A antiga ladeira de Santo Antonio (hoje, rua dr. Falcão Filho), 1860

Era a ladeira, trecho de um dos caminhos que dava acesso ao interior, e nele morava o ilustre dr. Clemente Falcão Filho, professor da Faculdade de Direito. Porisso, conheciam-na sob o nome de Ladeira dr.Falcão Filho. Em 1865, a Câmara Municipal alterou-lhe a denominação para Travessa de Santo Antonio. Muitos, porém, não gostaram da mudança e, por meio de uma representação popular, pediram à Edilidade a volta ao nome antigo. Foram atendidos a 16 de agosto de 1877.

Direita

Durante alguns dias, em 1881, a rua Direita virou rua Pedro Alcântara. Foi a decisão de cinco vereadores que nada demorou para ser rejeitada pela própria Câmara Municipal. Em 1887, tentaram nova mudança, agora para rua Mal. Floriano Peixoto. Em 1889, porém, se deu de novo à volta para o nome tradicional.

3 de Dezembro

A rua 3 de Dezembro fazia parte da rua Boa Vista, dando a esta uma configuração de semi-círculo por estendê-la lateralmente até a rua XV de Novembro. Seu desmembramento deu-se depois da construção do Viaduto Boa Vista, por volta de 1916. Com seu desmembramento da "rua-mãe", a 3 de Dezembro passou a fazer esquina com Boa Vista. Bem em frente à esquina, existiu o sobradão em estilo colonial do Brigadeiro Jordão, um dos maiores solares de São Paulo, no século XIX.

A rua que não houve

A Câmara Municipal, em 1826, decidiu sobre a abertura de uma rua que, saindo das proximidades do Tanque da Zunega (largo do Paissandu) viesse diretamente dar no Piques (atual praça da Bandeira e adjacências). A nova rua iniciar-se-ia em frente à capela de N. S. do Belém, então já projetada. A capela efetivamente chegou a ser construída, nas proximidades de onde hoje é o começo da rua Conselheiro Crispinaniano. Entretanto, a nova via, cuja abertura a Câmara pretendia fazer, jamais saiu do papel, pois sofreu a decisiva oposição do Barão de Itapetininga, dono daquelas terras. Cerca de 40 anos depois, seria aberta a Conselheiro Crispiniano citada nos documentos da Câmara, quando ainda em projeto como a rua que do largo Paissandu "ia sair na rua da Palha"

Rua Major Diogo

O primeiro nome da rua Major Diogo foi Antonio Prado. Sua denominação atual lembra o major Diogo Antonio de Barros, que fundou a primeira grande indústria têxtil de São Paulo, morto a 9 de dezembro 1888.

Aurora

Uma das belas vias públicas de São Paulo, no começo do século XX, toda arborizada e quase exclusivamente residencial, a rua Aurora nasceu em 1810, batisada de Santo Eslebão. Era homenagem à irmandade de Santo Eslebão que tinha como sede a igreja de Santa Efigênia. A mudança para o nome atual deu-se a 28 de novembro de 1865.


VOLTA - SÃO PAULO ANTIGO